Para reverter queda nas pesquisas, governo Lula mira público ‘oprimido’ por polarização


Nova estratégia tenta convencer essa parte do eleitorado de que não é preciso aderir ao governo para usufruir dos benefícios dos programas. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de abertura da 1ª reunião Plenária Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), no Palácio do Planalto, em Brasília
CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
As recentes quedas de aprovação do governo Lula registradas por institutos de pesquisa em março mudaram a estratégia da equipe de comunicação e o principal alvo, hoje, é o diálogo com quem os petistas chamam de “grupo regular”.
Segundo blog apurou, esse grupo é um público que se sente oprimido pela polarização Lula x Bolsonaro.
📊Pesquisas que apontaram queda na popularidade de Lula em março: o Datafolha apontou reprovação 33% e aprovação de 35% (empate técnico) e a Quaest, 51% de aprovação do trabalho do presidente e 46% de desaprovação.
Dentro dessa estratégia, a comunicação dos programas do governo federal quer convencer esse público de que não é preciso aderir ao governo para usufruir dos benefícios. Ou seja, não é preciso renunciar às preferências políticas para se beneficiar das medidas do governo Lula.
A avaliação interna é de que toda vez que Lula alimenta a rivalidade – como quando chama Bolsonaro de covardão ou comenta – ele estimula a polarização e favorece ao grupo do ex-presidente. Por isso, a ideia do governo, hoje, é despolarizar a comunicação e o debate político.
O ponto principal dessa mudança de rumo passa pela comunicação argumentando que, mesmo que se pense diferente, é possível convergir para medidas que são boas para todos, como redução da miséria, melhora na educação, redução da inflação e outros.
Lula adota linha pacifista para tentar driblar polarização
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