Análise de mancha marrom vista em praias de São Luís não identificou alteração na qualidade da água, afirma Sema


Já uma análise feita pelo Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) mostrou que havia valores elevados de Amônia e Nitrito na água. SEMA ainda investiga o que causou mancha marrom na orla de São Luís
A análise laboratorial da mancha marrom, que apareceu em trechos da orla de São Luís nos últimos dias, mostram que não houve alteração na qualidade da água analisada, no que se refere à microbiologia (presença de bactérias, fungos, protozoários, etc.).
A água foi coleta na segunda-feira (24) pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), que investiga as causas dessa alteração na coloração e se há riscos para os banhistas.
Manchas aparecem em trechos de praias de São Luís
Reprodução/TV Mirante
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Segundo a Sema, para garantir uma análise mais completa da água, os parâmetros físico-químicos e demais estudos seguem em andamento. E essas avaliações demandam um tempo maior devido a metodologia de análise aplicada.
Já uma análise feita pelo Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) mostrou que havia valores elevados de Amônia e Nitrito na água.
🔎 Amônia e Nitrito são compostos nitrogenados que ocorrem naturalmente na decomposição de matéria orgânica. Ambos são tóxicos e podem ser prejudiciais para peixes e outros animais.
Segundo o Departamento, a elevação nos valores desses compostos pode ser resultado da descarga de drenagem das bacias hidrográficas e os despejos que já acontecem normalmente.
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Sema colheu amostras da água para análise
Reprodução/TV Mirante
Nos últimos dias, uma mancha marrom foi observada em pontos das praias de São Marcos e Calhau. Além disso, a faixa de areia e a espuma do mar também apresentaram tonalidades mais escuras.
A mudança na coloração da água e da areia tem chamado a atenção e preocupado banhistas.
Ainda não há confirmação sobre a causa dessa alteração na cor da água. No entanto, além das chuvas frequentes nesta época do ano, a orla da capital maranhense conta com diversas saídas de esgoto, que podem influenciar na qualidade da água.
Caema aponta descarte irregular de resíduos como causa da mancha
Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), a mancha observada na orla trata-se um fenômeno conhecido como “Língua Negra”, que é resultado do descarte inadequado de resíduos líquidos por terceiros, provenientes de diversas origens e, em muitos casos, desconhecidas. E esse descarte irregular compromete a qualidade do ambiente urbano e hídrico.
Ainda de acordo com a Companhia, esse descarte não tem qualquer relação com o funcionamento das instalações da Caema, que realiza monitoramento constante e manutenção rigorosa de seus sistemas.
Trechos impróprios para banho
De acordo com o laudo de balneabilidade mais recente da Sema, 14 dos 22 trechos de praias da Região Metropolitana de São Luís estão impróprios para banho. A última coleta foi realizada no dia 17 de março, com análises indicando níveis de contaminação acima do recomendado para atividades de lazer.
Confira os trechos considerados impróprios:
Praia Ponta d’Areia (Ao lado do Espigão Ponta D’ Areia e em frente à rampa de acesso à praia)
Praia do Farol (Em frente ao Farol e Forte de São Marcos)
Praia de São Marcos (Em frente Praça do Pescador, próximo a Barraca do Chef, em frente ao Posto Guarda Vidas – Bombeiros, em frente ao prédio verde com o Heliporto, em frente à Banca de Jornal da Praça de alimentação da Litorânea)
Praia do Calhau (Em frente à Estação Elevatória de Esgoto 2.2 (E.E.E 2.2) da CAEMA e Círculo Militar, em frente à descida da Rua Altamira, proximidades da Pousada Vela Mar e em frente à descida da Avenida Copacabana e Pousada Suíça)
Praia do Olho d’Água (Em frente à descida da rua São Geraldo, à direita da Elevatória Iemanjá II e em frente à casa com pirâmides no teto, antes da falésia)
Praia Olho de Porco (Em frente ao Las Vegas Bar e Restaurante)
Entre os pontos afetados, estão áreas movimentadas como o Espigão Ponta d’Areia, o Posto Guarda-Vidas e a região próxima ao heliponto.
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