
Celular foi encontrado por uma criança, que ao utilizar o banheiro, viu o telefone em um canto camuflado do local. Polícia Militar, em João Pessoa
Divulgação/Polícia Militar
Um fisioterapeuta de 27 anos foi detido nesta sexta-feira (4), suspeito de usar um celular para filmar pacientes dentro do banheiro da clínica onde trabalha, no bairro de Tambaú, em João Pessoa. O aparelho foi encontrado por uma criança. O homem vai responder em liberdade.
De acordo com a Polícia Militar, o aparelho celular foi localizado por um menino de três anos, que ao utilizar o banheiro, encontrou o telefone escondido no canto da parede do local, debaixo da pia, sustentado por adesivos e envolto por um papel branco. Pensando se tratar do celular da mãe, a criança saiu do banheiro com o aparelho e perguntou se a mãe o havia esquecido lá dentro.
A mãe da criança, que estava com o próprio telefone em mãos, negou ser dona do aparelho e, ao perceber que a câmera do telefone estava gravando, foi procurar saber de quem era o celular que estava escondido no banheiro. Era a primeira consulta do menino na clínica. A polícia acabou sendo chamada.
“A mãe [da criança] conseguiu verificar a filmagem do filho no momento em que ele estava usando o banheiro. A mãe ficou bastante nervosa e de imediato acionou alguns funcionários da clínica, que buscaram saber quem era o proprietário do celular”, afirmou o tenente coronel Bruno Rodrigues , da Polícia Militar.
Ainda de acordo com o tenente-coronel, durante a comoção, o fisioterapeuta afirmou ser o dono do celular e conseguiu receber o objeto em mãos, mas diante da polícia, negou a afirmação. Segundo a delegada Kimberly Caetano, que investiga o caso, a gravação da criança usando o banheiro foi apagada pela mãe do menino, que em um primeiro momento de nervosismo, excluiu a filmagem.
“Ele [o fisioterapeuta] alegou que aquele era um banheiro para funcionário, só que tinham dois banheiros, um de frente para o outro, então se um estava ocupado, o outro seria utilizado. Mas independente, qual o intuito daquela pessoa ter colocado o celular no modo gravação debaixo da pia?”, questiona o pai da criança que encontrou o telefone.
De acordo com a delegada, os donos do local afirmaram não ter conhecimento do que estava acontecendo e já tomaram providências para demitir o fisioterapeuta. Ainda conforme dito por ela, o suspeito foi encaminhado para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas foi liberado por não haver provas materiais suficientes para realizar a prisão.
Segundo a Polícia Civil, o celular do suspeito, que foi apreendido, passará por uma perícia para tentar recuperar as gravações feitas no aparelho.
O suspeito vai responder em liberdade e deve ser interrogado na próxima semana.
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